segunda-feira, 3 de outubro de 2016

CARTAS PARA ELA: CARTA PERDIDA

Para Ela, de G.W.T.

Os três últimos dias foram marcados pela incessante presença da saudade em minha mente. Saudade de você.

Enquanto busco expurgar este sentimento intenso que me toma as faculdades, uso a escrita para tentar resolver este dilema. Gostaria de escrever uma poesia, mas as musas bem sabem que não sou tão bom com rimas. Oxalá eu dominasse versos como você, que escreve tão docemente, com a leveza, alegre e espontaneidade de quem dança uma ciranda.

Me sinto mais confortável com a prosa (palavras soltas francamente em parágrafos) e é ela quem me vale o que me sobra neste momento, mas transcrevo emoções poderosas demais para tal pretensão. Porém sou um sujeito pretensioso, disseram.

Estas semanas não foram fáceis. Noites insones, lembrando, sentindo, ressentindo, projetando e reprojetando. Querendo que você estivesse bem aqui e desejando mais ainda que eu estivesse bem aí.

E não existem surpresas nestas palavras. Sou muito feliz em deixar minhas intenções claras como as águas da nascente de um igarapé: que tanto abranda no calor quanto aquece no frio. Que envolve (como num abraço) enquanto tu permanece e vai um pouco contigo quando tu se despede.

Ainda assim, para qualquer dúvida que venha a persistir, deixo este meu amor declarado às gentes dos quatro cantos, aos deuses dos quatro ventos.

Eu te amo.

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