quinta-feira, 16 de outubro de 2008

a velocidade terrivel da queda: o bem da palavra. o mal da palavra.

nao me pergunte por que... certamente eu nao saberia responder.

mas o fato eh que as vezes surpreendo-me, acometido com um terrivel asco para tudo aquilo que eh belo e que admiro. a palavra, a arte, a musica.

as fezes as palavras me ferem. e ferido, como uma fera arrebatada da calmaria e levada ao instintivo reflexo de sobrevivencia, vem o escarnio. a rejeiçao.

ah! amo a palavra! bah! como odeio a palavra!

a palavra eh tao doce quando sai daqueles labios cheios de amor e sinceridade e veem de encontro a mim.
e ela eh tao amargas e ferinas, sadicas, quando sao docemente presenteadas a outros.

ah! amo a palavra! bah! como odeio a palavra!

como as palavras podem carregar tantos sentimentos? nao me pergunte, nao saberia responder. sou um ignorante. apenas mais um veiculo, apenas mais um simples alvo para suas caricias, e para suas flechadas.

ah! como sao doces as palavras! bah! como sao crueis as palavras!

o amor me acolhe e embrulha num maravilhoso alento, enquanto em outro momento, ele acerta em cheio meu coraçao como uma marreta de ferro!

como palavras podem causar tanto furor numa alma? nao me pergunte, nao saberia responder...

bah! como odeio as palavras! bah! como me odeio por isso!

-MWXS